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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Cheguei aos 3 e fui substituída



É o meu aniversário. Querem saber o que fizemos de especial para o festejar? NADA! Sim, nada. Foi tão animado quanto o blogue no último mês (pelos vistos, não há tempo para mim nem para o blogue.). “Vamos aproveitar o fim de semana prolongado para festejar”, disseram eles. Da forma que isto anda, duvido. Passam os dias fora de casa, chegam tarde e com o miúdo. Um vai para a cozinha tratar do jantar, o outro para a casa de banho. Põe o Timmy na banheira e eu fico a olhar (as saudades que eu tenho de dar uns mergulhos… contentava-me em chapinhar naquela água com cheirete a Johnson & Johnson!) Jantámos todos, um deles acompanha-me num passeio express e, puff, já é hora de ir adormecer o Timmy, arrumar a cozinha, preparar coisas para o dia seguinte e…dormir. 
Hoje, pensei que seria diferente. Enganei-me (há cães com festas de aniversário de sonho, eu vi no Instagram e criei expectativas, confesso...). Sim, houve mimos mais prolongados, dirigiram-me umas palavras em tom estridente que eu não percebi (não sei o que é mais irritante: quando falam comigo usando voz de bebé ou voz muito aguda?!) mas não houve um grande passeio pelo Parque da Cidade, um mergulho no mar…  É quase meia noite, o meu dia está a terminar e eu estou aqui a desabafar. Não pensei que aos 3 anos já teria sido substituída por um modelo mais evoluído (na verdade, as crias de humanos aprendem truques a uma velocidade alucinante! É concorrência desleal…e são fofas! Tão adoráveis que só me apetece lambê-las).
Aguardo, ansiosamente, pelo fim de semana que se avizinha. A minha cauda está dormente de tanta excitação. Espero não me desiludir…
Noori

PS: Contava ter um computador de prenda de anos para vos poder escrever com mais frequência, em vez de andar sempre a pedinchar um emprestado, mas não tive sorte. Talvez no Natal... 


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

I-KÊ-Á ou I-KÉI-A?


Sou uma cadela moderna. Vivo num meio cosmopolita, tenho todas tecnologias de comunicação ao meu alcance e, naturalmente, sigo vários blogues de lifestyle. Nos últimos dias, fiquei a saber uma novidade: a IKEA vai lançar uma colecção dedicada aos animais de estimação, a Lurvig. Este conceito deixou-me um pouco confusa: é suposto haver diferenciação entre mobília para animais de estimação e mobília para humanos?! Compreendo que os gatos devam ficar confinados ao seu espaço, mas nós, os cães, merecemos mais! Aliás, eu gosto de fazer longas sestas no sofá Norsborg (aprendi com o Jeremias) que é usado por toda a família (estranhamente, os humanos usam o sofá cada vez menos. Deve ser uma forma de reconhecimento territorial. Nota mental: já não preciso de urinar o sofá: está marcado). Quando mudamos de casa, compramos alguma mobília nova na IKEA. A minha compra favorita, e aquela a que dou mais uso, foi uma cama Brimnes, escolhida na secção de mobília para humanos. E não é por isso que gosto menos dela. Pelo contrário, é espaçosa e confortável e até a posso partilhar com os ocasionais hóspedes.
Fui ao site da IKEA para tentar perceber que tipo de artigos integram uma colecção exclusiva para cães e gatos, e cheguei a várias conclusões: 
  • Os gatos são, claramente, beneficiados. Têm mais produtos, incluindo camas que se podem adaptar a estantes kallax (cá em casa temos muitas e usamos para fins diversos. Gosto quando as usam como apoio da mesa de jantar. Acabam por deixar lá travessas com comida que eu, astutamente, roubo);
  • Não há camas para animais do meu porte, devo assumir que posso continuar a usar o sofá comum;
  • Há coleiras e trelas reflectoras. A ideia é interessante, mas eu gosto de explorar o mundo livremente (#nomorecollars #freedogs);
  • Sacos de viagem? Que giro! Eu costumo viajar sentada no banco de trás, com o cinto de segurança (esse sim, adaptado a cães), enquanto aprecio a paisagem;
  •  Os sacos para apanhar cocó estão a bom preço, falta confirmar a qualidade. Aguardo;
  • Há um arranhador de unhas para gatos. Por favor, façam um para cães. No inverno, os passeios são curtos e não são suficientes para desgastar as minhas unhas. Pessoalmente, não gosto de ir à manicure. Ter um arranhador em casa daria imenso jeito;
  •  Gostei, especialmente, dum brinquedo: um disco. Espero recebê-lo ainda antes do Natal;
  •  Há mantas e almofadas. Essas nunca são demais (quando estou mais aborrecida gosto de roer os cantos das almofadas. Sou tão fofa!).
E por aí? Há diferenciação entre mobília para humano e mobília para animais de estimação ou gostam de partilhar, como nós? 
Noori

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

4patas no mar




Como o Timmy já vos disse, domingo fomos à praia. Quando ele ainda não fazia parte das nossas vidas, ir à praia, rio ou lago, era o momento alto da minha semana. Fizesse sol ou chuva, calor ou frio, se me soltassem da trela quando tinha água no horizonte, era mergulho certo. Nem que fosse numa pequena poça de lama. Depois, os mergulhos tornaram-se cada vez menos frequentes e eu comecei a criar menos expectativas de cada vez que íamos passear. Contentava-me com uma corrida no parque, uma volta ao quarteirão.
Saímos de casa no domingo e eu nunca suspeitei que fossemos à praia. Ainda estávamos em viagem, quando a janela do carro se abriu (gosto de pôr o focinho de fora e apreciar os odores com que nos cruzamos) e comecei a sentir o cheiro a maresia. Fiquei em êxtase. Estacionamos, saímos e, entre organizar as tralhas (sair de casa com o Timmy implica sempre trazer 3 ou 4 sacos de inutilidades) e preparar o miúdo, eu não aguentei a espera, roí a trela e corri em direcção ao mar. Que felicidade! Estava, finalmente, na minha praia. Nadei, corri atrás das bolas perdidas, intimidei surfistas com a minha agilidade a enfrentar as ondas, posei para fotografias e selfies, fui estrela de várias stories no instagram. Estava no limite das minhas forças, fui para a toalha secar junto ao Timmy, que estava entretido a fazer um buraco na areia. Foi então que ele me tentou  com um pedaço de bacon (em retrospectiva, devia ter desconfiado desta atitude. Quem é que leva bacon para a praia?!). A muito custo, arrastei-me para perto dele, embriagada pelo cheiro a carne de porco fumada. Atirou o pedaço de bacon para o buraco e eu, gulosa incurável, fui atrás. Engoli-o num ápice, nem consegui sentir o sabor. Foi então que o Timmy começou a encher o buraco. Eu, sem energia, resignei-me e deixei que  me usasse como um mero brinquedo. Cobriu-me de areia, riu-se, tirou fotos e eu, lá fiquei, com ar indignado enquanto planeava a minha vingança. Mas isso é algo que vos contarei noutra altura.
Venha o Inverno para o Timmy ficar em casa e eu ter direito a passeios exclusivos à chuva com poças de lama incluídas.
Noori