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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

4patas no mar




Como o Timmy já vos disse, domingo fomos à praia. Quando ele ainda não fazia parte das nossas vidas, ir à praia, rio ou lago, era o momento alto da minha semana. Fizesse sol ou chuva, calor ou frio, se me soltassem da trela quando tinha água no horizonte, era mergulho certo. Nem que fosse numa pequena poça de lama. Depois, os mergulhos tornaram-se cada vez menos frequentes e eu comecei a criar menos expectativas de cada vez que íamos passear. Contentava-me com uma corrida no parque, uma volta ao quarteirão.
Saímos de casa no domingo e eu nunca suspeitei que fossemos à praia. Ainda estávamos em viagem, quando a janela do carro se abriu (gosto de pôr o focinho de fora e apreciar os odores com que nos cruzamos) e comecei a sentir o cheiro a maresia. Fiquei em êxtase. Estacionamos, saímos e, entre organizar as tralhas (sair de casa com o Timmy implica sempre trazer 3 ou 4 sacos de inutilidades) e preparar o miúdo, eu não aguentei a espera, roí a trela e corri em direcção ao mar. Que felicidade! Estava, finalmente, na minha praia. Nadei, corri atrás das bolas perdidas, intimidei surfistas com a minha agilidade a enfrentar as ondas, posei para fotografias e selfies, fui estrela de várias stories no instagram. Estava no limite das minhas forças, fui para a toalha secar junto ao Timmy, que estava entretido a fazer um buraco na areia. Foi então que ele me tentou  com um pedaço de bacon (em retrospectiva, devia ter desconfiado desta atitude. Quem é que leva bacon para a praia?!). A muito custo, arrastei-me para perto dele, embriagada pelo cheiro a carne de porco fumada. Atirou o pedaço de bacon para o buraco e eu, gulosa incurável, fui atrás. Engoli-o num ápice, nem consegui sentir o sabor. Foi então que o Timmy começou a encher o buraco. Eu, sem energia, resignei-me e deixei que  me usasse como um mero brinquedo. Cobriu-me de areia, riu-se, tirou fotos e eu, lá fiquei, com ar indignado enquanto planeava a minha vingança. Mas isso é algo que vos contarei noutra altura.
Venha o Inverno para o Timmy ficar em casa e eu ter direito a passeios exclusivos à chuva com poças de lama incluídas.
Noori


terça-feira, 3 de outubro de 2017

2pés na areia



Gosto muito de praia. Nem precisa de ter mar, gosto de fluviais também. Adoro brincar na areia: posso correr sem me magoar ao cair (é inevitável, acontece sempre), a textura provoca-me uma comichão agradável nos pés, a areia molhada é um óptimo esfoliante e não há portas fechadas para limitar os meus movimentos (desde que descobri que a mãe guarda o queijo no frigorífico, a porta da cozinha passou a estar sempre fechada. Uma injustiça!).
Nos últimos meses fomos muito à praia. Eu, o pai, a mãe e, por vezes, os avós ou amigos. No último domingo, esteve calor e os pais quiserem aproveitar o dia para ir à praia. Desta vez foi diferente: a Noori também foi! Gosto de ser o centro das atenções, mais gosto ainda mais da Noori e não me importo nada de dividir as atenções com ela (mas só com ela!). Não percebo porque é que a Noori nunca tinha ido connosco. Ela consegue gostar mais de praia do que eu! Além de aproveitar toda a liberdade do areal para correr (e corre sem cair! Tenho que lhe pedir umas explicações…), entra na água gelada do mar. Eu já tentei molhar os pés, mas ficaram logo dormentes. Gosto muito de água mas é a 37º! Falaram-me duma praia algures nas Caraíbas… vou ver se os pais querem ir lá no próximo fim de semana!
A Noori estava eufórica. Correu, nadou, gastou muita energia! Eu observei-a, a uma distância de segurança para não congelar, e ri às gargalhadas das suas acrobacias. Até que me fartei. Pensei fazer um castelo de areia, mas já havia muitos na praia e o meu, certamente, não iria ser mais vistoso do que os dos outros miúdos (recorreram todos à ajuda de adultos, devia ser proibido!). Desisti da ideia do castelo e optei por fazer um buraco. Havia por lá alguns, mas todos pequenos. Eu posso não ser profissional a fazer castelos, mas sou muito bom a fazer buracos (a Noori, calculista como sempre, ensinou-se a fazer buracos no jardim para eu guardar o pão do meu lanche e ela desenterrar e comer sempre que quisesse). Fiz um grande buraco, sem dúvida o maior da praia, mas não tinha pão para esconder lá, por isso…
Timmy